Sunday, February 05, 2006

Dynahead



Por meio de um anúncio na Internet, Caio Duarte encontra o guitarrista Victor H. Schmidlin, que se interessa em formar um projeto descompromissado com os amigos Diego Teixeira e Rodrigo Costa. Assim, no outono de 2004, surgia na capital brasileira a banda Dynahead.

Com uma proposta calcada em uma furiosa diversidade, os músicos iniciam sua interação com covers de “monstros” do heavy, como Bruce Dickinson, Queensrÿche e Nevermore, passando a compor músicas logo na sequência.


Victor H. Schmidlin Guitarra

Caio Duarte Vocal

Diego Teixeira Baixo

Rafael Dantas Bateria

Diogo Mafra Guitarra


1- O Speed Zine faz um ano em Fevereiro. Como você vê este tipo de mídia ganhando cada vez mais espaço?

r : Este, assim como qualquer tipo de manifestação underground é fundamental para manter a cultura musical viva, de forma independente à grande mídia. O underground é uma resposta autêntica e intelectual da cultura alternativa contra o mainstream, contra a plastificação dos valores e a massificação dos pensamentos, e é bom vê-lo vivo e forte.



2- Qual é a formação atual do Dynahead?

r : Caio Duarte nos vocais, Victor H. Schmidlin e Diogo Mafra nas 7 cordas, Diego Teixeira no baixo e Rafael Dantas na bateria.



3- Defina o que é uma banda ?

r: Uma união de músicos que tem algo a dizer.



4- Quais as influências da banda?

r: Principalmente o som pesado produzido nos últimos trinta anos. Ouvimos muito nomes como Sepultura, Nevermore, Dream Theater e Queensryche, mas felizmente a nossa gama de influências permite que abracemos sons que
vão do clássico ao hard rock.



5- O que é preciso para ter sucesso?

r: Creio que seriedade, paixão pelo que faz e um grande respeito ao público.



6- Quais os projetos para 2006?

r: Iremos gravar nosso primeiro disco full-lenght, e se tudo der certo faremos muitos shows de divulgação.



7- Nos conte uma aventura da banda.

r: Quase sempre acontecem aventuras interessantes, afinal, vida de músico independente é necessariamente uma aventura, não? Certa vez aparecemos na Rede Globo para divulgar um show. Concederíamos uma entrevista e logo em seguida começaríamos a tocar, mas nosso ex-baterista entrou exatamente na hora em que a repórter ia anunciar a data e local do show! Enquanto fazíamos barulho ela elevava a voz tentando anunciar, mas no final não conseguiu e o show acabou não sendo divulgado. Foi bastante constrangedor, mas depois rimos bastante disso, principalmente após vermos o videotape.



8- O Rock ainda é uma filosofia de vida ou está manipulado pela mídia? E como você vê o Rock nacional?

r: Creio que existem dois Rocks: aquele que é uma opção de vida e aquele que é uma mercadoria. Infelizmente existe uma grande quantidade de bandas enlatadas que chamam a atenção do grande público pelo apoio que recebem da grande mídia, mas é confortante ver que ainda existem aqueles que fazem Rock por amor e por que realmente tem algo a dizer.



9- Onde tocaram e qual foi a reação do público?

r: Fizemos diversos shows em nossa cena local, em festivais como Porão do Rock e Palco da Árvore, sempre com um público maravilhoso. É fantástico que as pessoas ainda assistam a um show não pela produção ou pelo marketing, mas por amor à música e para apoiar os artistas nacionais.



10- Porque Dynahead?

r: Este nome surgiu de um jogo de palavras, onde quisemos dar uma idéia de liberdade de pensamento, dando margem para o receptor entender a mensagem como quiser.



11- Deixe alguma mensagem para quem está formando ou pensando em formar uma banda de rock?

r: Força, humildade e
seriedade. O resto é o bom e velho Rock N’ Roll.



12- Considerações finais?
r: Gostaríamos de mandar um grande abraço a todos aqueles que nos apóiam e a todos os envolvidos com nossa cena. Quem quiser saber mais sobre nós, ouvir algumas das músicas que estarão em nosso disco que gravaremos este ano, ou entrar em contato, basta acessar o site www.dynahead.com.br. See you in the road!

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