SZ: Quem já tocou na banda e porque saiu ?
SZ: Quais as influencias de cada integrante ?
r :Cada um de nós amamos o rock feito nos anos 90 em Seatlle, Alice In Chains, Soundgarden, Nirvana, e tantas outras como Smashing Pumpkins, Legião Urbana e Belchior
SZ: Qual a maior influencia da banda apenas uma?
r :Com certeza a banda Alice In Chains
r :Uma banda é uma valsa em um salão de cegos, onde é preciso cuidado para não pisar nos pés dos dançarinos, é um casamento! Só que entre mais de 2 pessoas, então são momentos de alegria, tristezas, mas ainda assim de muita realização pessoal e artística.
SZ: Como se sustenta a banda no mercado nacional?
r :Como nós somos uma banda 100% Underground, nunca participamos de um “mercado”, não temos como responder esta questão.
SZ: Comente a cena independente do Brasil?
r :Muita vontade, muito suor, muita luta, muitas bandas autorais boas, porém, com pouco retorno frente ao gosto do público pela cultura cover.
SZ: Como será o mercado musical daqui a 10 anos?
r :Será cada vez maior para as bandas grandes e estabelecidas, e cada vez menor, elitizado, com cara de gueto, para as bandas pequenas ou começando.
r :É preciso apenas relativizar o significado de sucesso...Sucesso para nós, Verbo Perfeito, é tocar para 30 pessoas e conseguir uma conexão espiritual e artística com o público...Não é grana e nem fama.
SZ: Quais os projetos para 2017?
r :Será o lançamento do nosso quinto disco, que se chamará singelamente “V”.
SZ: O Rock ainda é uma filosofia de vida ou está manipulado pela mídia? Como você vê o Rock nacional?
r :O Rock com certeza é filosofia de vida, mas é um tipo de cultura menor no Brasil, é segmentado e feito para poucas pessoas e poucos lugares, vejo o rock nacional patinando e perdendo o espaço no quesito de transgressão e rebeldia para outros tipos de som, como o RAP e o FUNK...Afinal, não dá ficar ouvindo só musiquinha de amor, o rock é inofensivo no Brasil, pelo menos o rock mainstream nacional.
SZ: Qual o futuro do Rock?
r :Ser um tipo de cultura cada vez mais segmentada, elitizada, feita por poucos e para poucos.
SZ: Onde tocaram e qual foi a reação do publico?
r :Tocamos muito na região de Ribeirão Preto, e nosso show mais recente foi em Ribeirão, junto com os pratas da casa Going Home e os paulistanos do Debbie And The Mental, e com todo o respeito para com as bandas citadas, a Verbo Perfeito destruiu, somos uma máquina de demolição ao vivo...
SZ: Porque Verbo Perfeito ?
r :Porque nos chamamos Verbo Perfeito ? Porque éramos evangélicos quando começamos a banda, e com o passar dos anos fomos sendo possuídos pelo verdadeiro pai do rock (Isso, Satanás) e começamos a beber, tomar drogas e comer nossas fãs (e fãs).
SZ: Deixe alguma mensagem para quem esta formando ou pensando em formar uma banda de rock?
r Entenda que o rock é uma forma de enfrentarmos nossos medos e inseguranças, de criarmos algo do nada, não tem nada a ver com grana, sexo ou fama, tem a ver com a sua liberdade artística e espiritual.
SZ: Considerações finais .
r :Um grande abraço aos amigos que lêem o fanzine Speed Zine, a cultura de fanzine (mesmo que em formato virtual) é muito importante e associada aos grandes momentos do rock, acabamos de lançar um clipe de um som nosso que estará em nosso próximo disco (a música se chama Nosferatu, acesse nossa página no youtube e confira!) queremos dizer que amamos tocar rock, que amamos o contato estabelecido com uma platéia (com mil ou com trinta pessoas), e pelo bem ou pelo mal, o Verbo é Perfeito.
















