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O Speed Zine é um fanzine de música dedicado principalmente ao rock, metal, punk e progressivo, e suas diversas vertentes. O Speed Zine é uma fonte de informação indispensável para os fãs de Rock Metal Punk ... Apoio Cultural: PIX - $01,00, $05,00 e $10,00 https://livepix.gg/fernandoguitarbass ...
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Por Mestre Fernando Carvalho
O ano de 2026 começou com o rock e o metal tão vivos quanto o amplificador de um riff clássico — chamando público, quebrando fronteiras e reinventando presença física e cultural. Das grandes turnês às estreias históricas no Brasil, aqui estão os fatos que estão moldando o universo do rock agora.
A lendária turnê comemorativa de 50 anos do Iron Maiden, que percorre Europa, Américas e já tem presença confirmada em Santiago (Chile) e outros pontos da América Latina, trouxe à tona o poder de um grupo que continua relevante após meio século. Wikipedia
É história viva em forma de enclausuramento sonoro: show grandioso, setlist profundo e fãs de várias gerações cantando juntos — uma lembrança de que o metal clássico ainda é rito coletivo.
O icônico vocalista do Van Halen, David Lee Roth, confirmou uma série de 30 shows nos EUA para este ano — um retorno impactante do frontman que ajudou a definir o hard rock dos anos 80. Xsrock
Aos 71 anos, ele demonstra que idade é apenas um número quando a paixão e a performance ainda comandam o palco. Este movimento ressoa para músicos mais jovens como um sinal claro: atitude não se aposenta.
O clássico Monsters of Rock Brasil está confirmado para 4 de abril de 2026 no Allianz Parque – São Paulo, com Guns N’ Roses, Lynyrd Skynyrd e Halestorm já no line-up. Reddit+1
Enquanto isso, o Bangers Open Air 2026 também toma forma com um line-up brutal que inclui Noturnall e representantes do metal nacional ao lado de nomes internacionais – provando que o Brasil é rota obrigatória para experiências pesadas. MeUGamer
Do metal clássico ao peso atual, os festivais continuam sendo o coração pulsante do rock ao vivo.
Uma das bandas mais respeitadas do cenário moderno, Unto Others, confirmou sua primeira apresentação no Brasil em 28 de março de 2026 — um momento simbólico para a cena alternativa e pesada. Igor Miranda
Shows desse tipo consolidam o país como destino estratégico no circuito global de turnês, não só para nomes clássicos, mas para artistas que estão moldando o som pesado contemporâneo.
Segundo observadores especializados, 2026 será um ano marcado por artistas emergentes que misturam rock, punk, metal e elementos experimentais, apontando para um cenário que não apenas revive tradições, mas cria novas estéticas e rupturas sonoras. Kerrang!
Isso confirma uma tendência que já víamos: o rock deixa de ser apenas um gênero isolado e passa a ser uma interseção de estilos e identidades, abrindo espaço para inovação sem perder suas raízes no peso das guitarras.
Alguns dos álbuns mais influentes de rock e metal estão completando 40 anos em 2026, reforçando a longevidade e o impacto histórico desses trabalhos que definiram gerações. Loudwire
Esse marco não é apenas nostalgia — é prova de que o rock clássico ainda informa, inspira e é redescoberto por novos públicos.
O que une todos esses acontecimentos é uma palavra: movimento.
Não se trata de olhar para trás com saudade.
Trata-se de confirmar que o rock/metal continuam atuantes, relevantes, amplificados e participativos:
Turnês épicas que atravessam continentes.
Festivais que agregam história e contemporaneidade.
Estreias e primeiras vezes, como a de Unto Others.
Renovações e reinvenções com artistas novos e emergentes.
A força de nomes consagrados que ainda movimentam plateias gigantes.
O rock de 2026 não é espectro — é organismo em atividade.
Ele respira nos estádios, vibra nos clubes e pulsa nas veias dos fãs que não abrem mão da experiência ao vivo.
E é essa força coletiva que define o momento atual:
mais diversificado, mais arriscado e mais vivo do que nunca.
A cada notícia, a cada anúncio de turnê, a cada festival confirmado, vemos uma mesma verdade:
O rock não apenas continua — ele domina territórios, reconstrói narrativas e encontra novos caminhos.
E enquanto houver guitarras sendo afinadas, baquetas sendo trocadas, riffs sendo praticados, o Speed Zine continua de olho, no pulso, no coração e na alma do som real.
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Durante anos, o discurso foi o mesmo: “o rock morreu”.
Mas quem dizia isso estava olhando para os lugares errados.
O rock não morreu — ele mudou de endereço.
Enquanto grandes festivais inflaram ingressos, algoritmos engessaram playlists e a indústria passou a vender nostalgia em pacotes premium, algo silencioso começou a acontecer nos porões, estúdios caseiros, selos independentes e palcos médios espalhados pelo mundo.
E agora isso está impossível de ignorar.
O rock deixou de pedir permissão.
A grande mudança não está no som em si, mas no modelo.
Bandas já não dependem mais de grandes gravadoras para existir, circular ou criar impacto. O eixo se deslocou para:
Produção independente de alto nível
Turnês mais enxutas, porém mais frequentes
Conexão direta com público real, não números inflados
Identidade estética forte (visual, conceito, discurso)
O rock atual não quer agradar todo mundo.
Quer representar alguém.
Isso explica o crescimento do stoner, do pós-punk, do hardcore moderno, do metal alternativo, do psych rock e de cenas híbridas que misturam peso, atitude e experimentação.
Menos rádio.
Mais verdade.
O underground nunca morreu — ele foi ignorado por conveniência.
Agora, ele voltou a ser o lugar onde as coisas acontecem primeiro.
O público cansou do espetáculo plastificado.
Cansou de bandas que soam iguais, vestem igual e pensam igual.
O underground oferece exatamente o oposto:
Risco
Imperfeição
Identidade
Comunidade
Shows menores criam experiências maiores.
Bandas vendem camisetas como manifesto.
Discos voltam a ser obras, não produtos descartáveis.
O underground hoje não é sinônimo de amadorismo — é sinônimo de controle criativo.
E quem entendeu isso primeiro saiu na frente.
Durante muito tempo, o Brasil foi visto como mercado “exótico” ou puramente consumidor. Isso está mudando — rápido.
O Brasil hoje oferece três coisas que o rock mundial precisa:
Público apaixonado e fiel
Cenas locais vivas e diversas
Bandas com identidade própria, não cópias
Não é coincidência que bandas internacionais estejam voltando com mais frequência, fazendo shows únicos, escolhendo clubes históricos e tratando o público brasileiro como prioridade estratégica.
Aqui, o underground não é moda — é sobrevivência.
E isso gera bandas mais casca-grossa, mais autênticas e mais preparadas.
O Brasil deixou de ser apenas plateia.
Está voltando a ser fonte.
O que estamos vivendo não é um “revival”.
É um realinhamento.
O rock saiu do centro artificial da indústria e voltou para onde sempre pertenceu:
Garagens
Estúdios improvisados
Selos independentes
Palcos suados
Pessoas que acreditam no som
O underground importa porque ele diz a verdade primeiro.
O Brasil importa porque ainda sente a música com o corpo inteiro.
E o rock segue vivo porque nunca aceitou ser domesticado.
Speed Zine
Porque o som real não pede licença.