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O Speed Zine é um fanzine de música dedicado principalmente ao rock, metal, punk e progressivo, e suas diversas vertentes. O Speed Zine é uma fonte de informação indispensável para os fãs de Rock Metal Punk ... Apoio Cultural: PIX - $01,00, $05,00 e $10,00 https://livepix.gg/fernandoguitarbass ...
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@marceloriiva
“Quem domina a base, toca qualquer música com segurança.”
No violão, a evolução começa na estrutura. Antes de buscar velocidade ou repertório complexo, é essencial consolidar fundamentos técnicos e rítmicos.
A forma como você segura o violão influencia diretamente no som e na resistência muscular.
Coluna alinhada, ombros relaxados e mão esquerda com curvatura natural.
Base técnica evita vícios futuros.
Não basta montar o acorde — ele precisa soar limpo.
Pressão adequada, dedos próximos ao traste e atenção às cordas abafadas.
Som limpo é sinal de controle.
Antes de trocar acordes rápido, mantenha o tempo firme.
Use metrônomo.
Treine batidas simples com constância.
Ritmo sólido sustenta qualquer música.
Antecipe a troca visualmente.
Treine lentamente a transição entre dois acordes específicos até automatizar.
Fluidez vem da repetição consciente.
Não toque no “automático”.
Ouça o que está fazendo.
Controle dinâmica: toque mais forte, mais suave, explore nuances.
Música não é só execução — é expressão.
Violão não é sobre quantidade de músicas aprendidas.
É sobre qualidade na execução.
Quando a base está firme, o repertório cresce naturalmente.
O rock nasceu 4/4.
O Brasil ensinou ele a dançar fora do eixo.
Artistas como Jorge Ben Jor transformaram o violão em groove percussivo.
Características:
Baixo pulsante em semínimas
Violão sincopado
Caixa com balanço swingado
Influência:
Bandas de rock brasileiro dos anos 80 absorveram essa levada híbrida.
Impacto: Groove dançante com atitude urbana.
Movimento liderado por Caetano Veloso e Gilberto Gil.
Mistura de:
Rock psicodélico
Ritmos nordestinos
Arranjos experimentais
Impacto: O Brasil mostrou que rock pode dialogar com identidade local sem perder peso.
O baião de Luiz Gonzaga trouxe:
Padrão rítmico em 2/4
Baixo alternado
Acentos fora do tempo forte
Bandas brasileiras incorporaram essa levada no rock regional.
Impacto: Groove quebrado que gera tensão e movimento.
Movimento liderado por Chico Science e a banda Nação Zumbi.
Mistura:
Maracatu
Rock alternativo
Peso percussivo
Impacto: O rock ganhou camadas polirrítmicas brasileiras.
Bandas como Paralamas do Sucesso trouxeram:
Influência de reggae
Bateria com contratempo marcado
Baixo melódico
Impacto: Criaram um rock radiofônico com identidade nacional.
A síncope do funk carioca e do groove brasileiro moderno influenciou produções contemporâneas.
Característica:
Kick deslocado
Caixa seca
Grave pulsante
Impacto: Hibridização do rock com batidas urbanas.
O que esses grooves têm:
Síncope constante
Acentuação fora do tempo forte
Interação intensa entre baixo e bateria
Groove mais corporal que mecânico
O Brasil não copiou o rock.
Ele reinterpretou.
E quando você coloca síncope no 4/4,
o corpo responde antes da cabeça entender
Riff não é solo.
Riff é DNA.
Riff baseado em fuzz, repetitivo e hipnótico.
Mudança:
Guitarra como gancho principal
Timbre distorcido como assinatura
Definiu a rebeldia elétrica dos anos 60.
Quatro notas. Intervalos perfeitos. Simplicidade absoluta.
Mudança:
Riff didático
Power chords eternizados
Entrou para a cultura popular da guitarra.
Riff pesado com groove arrastado.
Mudança:
Sensualidade no hard rock
Timbre saturado e orgânico
Definiu o peso dos anos 70.
Arpejo limpo que virou hino.
Mudança:
Riff melódico como introdução marcante
Mistura de técnica e emoção
Riff seco, direto, minimalista.
Mudança:
Groove antes da velocidade
Economia de notas
Riff simples, mas explosivo.
Mudança:
Dinâmica quiet/loud
Sujeira como estética
Reiniciou o rock mainstream.
Riff em palhetada alternada com tensão.
Mudança:
Metal acessível ao grande público
Peso com clareza
Riff minimalista, quase infantil.
Mudança:
Simplicidade viral
Riff que virou canto de estádio mundial
Riff lento, groovado, cheio de espaço.
Mudança:
Groove minimalista
Peso atmosférico
Simplicidade memorável
Identidade sonora clara
Timbre como parte da composição
Repetição estratégica
Um grande riff não precisa ser complexo.
Precisa ser inesquecível.
Décadas mudam.
O riff permanece.
Speed Zine — Onde execução vira linguagem
Reinventou:
Uso expressivo da alavanca
Feedback como elemento musical
Acordes com extensões (7#9, 9ª) no rock
Transformou ruído em arte.
Impacto: A guitarra deixou de ser linear e virou tridimensional.
Popularizou:
Two-hand tapping
Harmônicos artificiais explosivos
Alavanca integrada ao fraseado
Mudou o conceito de solo nos anos 80.
Impacto: Técnica virou espetáculo, mas com musicalidade.
Revolução:
Slap refinado
Baixo melódico protagonista
Técnica híbrida entre jazz e rock
Elevou o baixo do fundo para o centro do palco.
Criou:
Slap agressivo alternado
Tapping em baixo
Abordagem quase percussiva
Fez o baixo soar como bateria harmônica.
Trouxe:
Compassos ímpares no rock mainstream
Independência avançada
Estrutura rítmica progressiva
Complexidade sem perder fluidez.
Mudou:
Legato extremo
Escalas modais fluidas
Fraseado “saxofonístico”
Abandonou o blues padrão para criar outro vocabulário.
Inovou:
Integração de sintetizadores avançados
Execução de altíssima velocidade
Controle MIDI performático
O teclado virou orquestra portátil.
Revolução:
Uso criativo de kill switch
Scratches simulando DJ
Manipulação de pedais como instrumento
Quebrou a ideia tradicional de solo.
Expandiu:
Open tunings
Texturas acústicas híbridas
Uso do arco de violino
Abriu novas possibilidades harmônicas.
Desenvolveu:
Controle avançado de alavanca
Fraseados exóticos
Estruturas instrumentais complexas
Transformou virtuosismo em linguagem autoral.
Técnica é meio, não fim
Instrumento é território aberto
Quebrar regra cria estilo
Inovação nasce de curiosidade
Todo instrumento tem limites.
Até alguém ignorar esses limites.
Reinventar técnica é reinventar o próprio som do rock.
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